(Ou um pouco mais pessoal?)
Então, gente. Tô viva sim e tô vivendo sim. Ainda não cheguei no estado fotossintético. AINDA.
Ao final desse mês começam as revisões no cursinho que, ao mesmo tempo que me aliviam, me stressam um bocado. Saber que eu tenho que estudar toda a matéria do ano de novo me perturba. É a vida, né. Pra quem não sabe, eu vou prestar Relações Internacionais na FUVEST (25/11), PUC-SP (1/12) e UNESP (16, 17 e 18/12). Torçam por mim, pessoas.
A família vai bem, os outros cursos também vão bem, eu ainda não aprendi a tirar fotos decentes e eu não faço a mínima se vai chover. Ô tempo maluco, viu...
sábado, 6 de outubro de 2007
Mariella, unglue your lips from being together...
Sim, tempos de calmaria.
Agora espero ansiosamente. Por quê? Ué, vale a pena, já que a alma de pequena não tem nadica de nada.
Kuss, meine Freunde :*
Agora espero ansiosamente. Por quê? Ué, vale a pena, já que a alma de pequena não tem nadica de nada.
Kuss, meine Freunde :*
terça-feira, 2 de outubro de 2007
No momento...
I Was A Cub Scout - Our Smallest Adventures
"oh, and how i know you best
you're this troublesome mess
but I would cut every corner to find you"
Sophie Ellis Bextor - Take Me Home
"let's make a move,
let's leave this world behind,
I know you approve by the look in your eyes"
Howling Bells - Low Happening
"you watch me, I watch you
You changed me like I knew
you used me like I used you
my love shot right through you"
Kate Nash - We Get On
"I just think that we'd get on
I wish I could tell you face to face
Instead of singing this stupid song
But yeah I just think that we might get on"
The Hot Puppies - Terry
"oh but I'm in love with you, yes I am
and if it's all the same to you
I'd really like a dance
yes, I'd really like to dance with"
The Long Blondes - Polly
"but you could have some fun with me
you could have some fun if you just go home with me
Polly, don't you know that you could be my perfect one
if you just stop running around?"
The Pipettes - Why Did You Stay?
"you used to tell me that you loved me everyday,
I didn't know what to say,
But there was never any doubt I always knew,
that to me you'd stay true"
Tiffany - I Think We're Alone Now
"'children behave!'
that's what they say when we're together
and watch how you play, they don't understand..."
"oh, and how i know you best
you're this troublesome mess
but I would cut every corner to find you"
Sophie Ellis Bextor - Take Me Home
"let's make a move,
let's leave this world behind,
I know you approve by the look in your eyes"
Howling Bells - Low Happening
"you watch me, I watch you
You changed me like I knew
you used me like I used you
my love shot right through you"
Kate Nash - We Get On
"I just think that we'd get on
I wish I could tell you face to face
Instead of singing this stupid song
But yeah I just think that we might get on"
The Hot Puppies - Terry
"oh but I'm in love with you, yes I am
and if it's all the same to you
I'd really like a dance
yes, I'd really like to dance with"
The Long Blondes - Polly
"but you could have some fun with me
you could have some fun if you just go home with me
Polly, don't you know that you could be my perfect one
if you just stop running around?"
The Pipettes - Why Did You Stay?
"you used to tell me that you loved me everyday,
I didn't know what to say,
But there was never any doubt I always knew,
that to me you'd stay true"
Tiffany - I Think We're Alone Now
"'children behave!'
that's what they say when we're together
and watch how you play, they don't understand..."
domingo, 30 de setembro de 2007
suddenly, I see.
e quando as coisas parecem estar se indireitando e indo no caminho certo, vem uma tormenta e deixa tudo confuso de novo.
vai melhorar. tomara que eu não tenha que esperar muito pela calmaria...
vai melhorar. tomara que eu não tenha que esperar muito pela calmaria...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
mais direta impossível
Por que é tão difícil entender que...
NÃO ADIANTA COPIAR OS MEUS GOSTOS, AS MINHAS MÚSICAS FAVORITAS, AS MINHAS GÍRIAS, AS MINHAS IDÉIAS, AS MINHAS PREFERÊNCIAS E AS MINHAS MANIAS
EU NÃO GOSTO E NÃO VOU GOSTAR DE VOCÊ?
Tá certo. Tem gente que gosta de sofrer, eu sei. Isso não é complexo de Charlie Brown não. É complexo de Moe.
NÃO ADIANTA COPIAR OS MEUS GOSTOS, AS MINHAS MÚSICAS FAVORITAS, AS MINHAS GÍRIAS, AS MINHAS IDÉIAS, AS MINHAS PREFERÊNCIAS E AS MINHAS MANIAS
EU NÃO GOSTO E NÃO VOU GOSTAR DE VOCÊ?
Tá certo. Tem gente que gosta de sofrer, eu sei. Isso não é complexo de Charlie Brown não. É complexo de Moe.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
yes, I still remember...
I wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.
domingo, 23 de setembro de 2007
capiche?!
Eu não sei diferenciar Cubismo Analítico do Sintético. Não suporto livros que fazem as pessoas imaginarem ao invés de pensarem (e sim, há uma diferença enorme entre os dois). D is for Distance, which is also Dangerous. Não quero mais comer tender de bolinha no Natal e muito menos esperar o meu Papai vestido de Noel perto de uma árvore.
E vou deixando as coisas. Textos, planos, idéias. Tudo como eu, assim pela metade. Se eu acabasse todas de uma vez morreria de tédio, já que a outra parte de mim eu já achei...
E vou deixando as coisas. Textos, planos, idéias. Tudo como eu, assim pela metade. Se eu acabasse todas de uma vez morreria de tédio, já que a outra parte de mim eu já achei...
sábado, 22 de setembro de 2007
Top 3: Cantoras Britânicas
Top 1. Rose Dougall
Quem me conhece sabe da minha obsessão por ela e pela banda que ela faz parte. Rose E. Dougall, também conhecida como Rosay Pipette, não é só o rostinho mais bonito do mundo musical. Dona de passos engraçados de dança, uma voz rouca e de copos de vodka com elemento XPTO após seus shows com a minha banda xodó (The Pipettes), a adorável Ms Dougall também teve um trabalho paralelo em conjunto com os The Young Playthings que não pode ser esquecido. "Life is Great" se trata da história de uma prostituta de Los Angeles que sonha em ser uma estrela de cinema.
DOWNLOAD: Rose feat. The Young Playthings - Life is Great
Top 2. Kate Nash
Cara de santa, letras apimentadas, o sorriso mais fofo e o cabelo desarrumado mais legal que eu já vi. Confesso que a primeira vez que ouvi uma música dela ("Caroline's A Victim" - que, aliás, não entrou para o álbum) eu não gostei. Após o lançamento oficial do seu primeiro CD, "Made of Bricks", foi encanto à segunda vista. Preciso dizer que foi uma das melhores coisas que eu ouvi no ano de 2007. Com influências pesadas de Regina Spektor, já foi comparada com até com a Lily Allen. Desculpem-me, mas não há comparações justas. Kate é muito melhor. O tipo de artista que eu gosto: dá pra ouvir quando você quer pular, seja de alegria ou do sétimo andar.
DOWNLOAD: Kate Nash - Foundations
Top 3. Charlotte Hatherley
Apesar de ter lançado o seu primeiro álbum solo em 2004, "Grey Will Fade", até 2006 ela ainda era conhecida como a guitarrista do Ash. Mesmo com rumores sobre sua expulsão da banda pelos outros membros, Charlotte continuou trabalhando no que faz de melhor: tocar e cantar. No mesmo ano lançou dois singles: "Behave" e "I Want You To Know". Com músicas bem mais calmas que no primeiro, em 2007 surge o "The Deep Blue", seu segundo álbum. Amadurecimento presente, evolução constante. Depois de participar da abertura de shows do Blondie, a inglesa tem agora sua própria turnê européia, muitas delas apresentando versões doces e acústicas de seu trabalho.
DOWNLOAD: Charlotte Hatherley - Bastardo
Quem me conhece sabe da minha obsessão por ela e pela banda que ela faz parte. Rose E. Dougall, também conhecida como Rosay Pipette, não é só o rostinho mais bonito do mundo musical. Dona de passos engraçados de dança, uma voz rouca e de copos de vodka com elemento XPTO após seus shows com a minha banda xodó (The Pipettes), a adorável Ms Dougall também teve um trabalho paralelo em conjunto com os The Young Playthings que não pode ser esquecido. "Life is Great" se trata da história de uma prostituta de Los Angeles que sonha em ser uma estrela de cinema.
DOWNLOAD: Rose feat. The Young Playthings - Life is Great
Top 2. Kate Nash
Cara de santa, letras apimentadas, o sorriso mais fofo e o cabelo desarrumado mais legal que eu já vi. Confesso que a primeira vez que ouvi uma música dela ("Caroline's A Victim" - que, aliás, não entrou para o álbum) eu não gostei. Após o lançamento oficial do seu primeiro CD, "Made of Bricks", foi encanto à segunda vista. Preciso dizer que foi uma das melhores coisas que eu ouvi no ano de 2007. Com influências pesadas de Regina Spektor, já foi comparada com até com a Lily Allen. Desculpem-me, mas não há comparações justas. Kate é muito melhor. O tipo de artista que eu gosto: dá pra ouvir quando você quer pular, seja de alegria ou do sétimo andar.
DOWNLOAD: Kate Nash - Foundations
Top 3. Charlotte Hatherley
Apesar de ter lançado o seu primeiro álbum solo em 2004, "Grey Will Fade", até 2006 ela ainda era conhecida como a guitarrista do Ash. Mesmo com rumores sobre sua expulsão da banda pelos outros membros, Charlotte continuou trabalhando no que faz de melhor: tocar e cantar. No mesmo ano lançou dois singles: "Behave" e "I Want You To Know". Com músicas bem mais calmas que no primeiro, em 2007 surge o "The Deep Blue", seu segundo álbum. Amadurecimento presente, evolução constante. Depois de participar da abertura de shows do Blondie, a inglesa tem agora sua própria turnê européia, muitas delas apresentando versões doces e acústicas de seu trabalho.
DOWNLOAD: Charlotte Hatherley - Bastardo
Tá bom.
"Notícias - Trânsito: Dia Mundial Sem Carro começa com lentidão em São Paulo"
- E por que você parou de comer carne?
- Porque quanto mais as pessoas consomem, mais os produtores vão querer matar pra ganhar dinheiro, oras.
- E você acha que deixando de comer carne vai fazer alguma diferença?
- Não, não. Magina. Quase nenhuma. Vai ver eu deveria jogar mesmo todo o meu lixo no chão ou parar de votar. Que diferença faz, né?
- É verdade. Sem contar que sem proteína animal você vai ficar burra!
- Vou, é? Burro é aquele que não sabe que tanto a proteína vegetal quanto a animal têm as mesmas funções no corpo após digeridas.
- Ah, mas blablabla whiskas sachê...
Enquanto isso a gente lamenta a perda da identidade da Língua Portuguesa. Campanhas "Volta Crase" e "Volta Trema" já!
- E por que você parou de comer carne?
- Porque quanto mais as pessoas consomem, mais os produtores vão querer matar pra ganhar dinheiro, oras.
- E você acha que deixando de comer carne vai fazer alguma diferença?
- Não, não. Magina. Quase nenhuma. Vai ver eu deveria jogar mesmo todo o meu lixo no chão ou parar de votar. Que diferença faz, né?
- É verdade. Sem contar que sem proteína animal você vai ficar burra!
- Vou, é? Burro é aquele que não sabe que tanto a proteína vegetal quanto a animal têm as mesmas funções no corpo após digeridas.
- Ah, mas blablabla whiskas sachê...
Enquanto isso a gente lamenta a perda da identidade da Língua Portuguesa. Campanhas "Volta Crase" e "Volta Trema" já!
sábado, 8 de setembro de 2007
yeah, it's been a while...
é, já faz um tempo. eu sei, eu sei.
nesses últimos meses as coisas mudaram um pouco. ou melhor, elas mudaram bastante. as pessoas (e as minhas opiniões sobre algumas), a minha playlist constante no winamp, as minhas ambições. mas nem tudo também, né?! continuo com o meu cobertor verde, o quarto às avessas, os livros inacabados, o jeito de amarrar o cadarço (e o fato de eu ser a única pessoa que ainda usa tênis amarrados), as piadas sarcásticas, a minha falta de capacidade pra explicar a distinção entre metameria e tautomeria, as minhas obsessões, o meu jeito arrogantemente pedante e as minhas vontades momentâneas. é. vendo por esse lado até que nem foi tanto. e mesmo se fosse... que diferença faria?
tut, tut.
nesses últimos meses as coisas mudaram um pouco. ou melhor, elas mudaram bastante. as pessoas (e as minhas opiniões sobre algumas), a minha playlist constante no winamp, as minhas ambições. mas nem tudo também, né?! continuo com o meu cobertor verde, o quarto às avessas, os livros inacabados, o jeito de amarrar o cadarço (e o fato de eu ser a única pessoa que ainda usa tênis amarrados), as piadas sarcásticas, a minha falta de capacidade pra explicar a distinção entre metameria e tautomeria, as minhas obsessões, o meu jeito arrogantemente pedante e as minhas vontades momentâneas. é. vendo por esse lado até que nem foi tanto. e mesmo se fosse... que diferença faria?
tut, tut.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Era feliz e sabia
O silêncio às vezes me sussurra palavras doces que me fazem pensar. Me pego observando o uivar dos ventos ou o olhar penetrante de um raio de sol e imagino o quanto ainda tenho a caminhar. Se essa história da vida vive para ser repetida, por que vivemos para estudá-la ou entendê-la? Os cenários, os personagens e a trilha sonora sempre mudam. Já as explicações transpassam e os questionamentos se disfarçam, mas o enredo e o final permanecem. Uma pitada de drama mesclado ao bom humor e voilà. Os ponteiros do coração se unem aos do relógio numa batida quase completa e quando menos se espera surge o mal que vem para o bem. As belas tardes no gira-gira são trocadas por conversas de boteco e a massinha de modelar substituída por um objeto multimidiáticos qualquer.
Pois é, talvez eu concorde com Ele e prefira ser uma memorfose ambulante. Mas talvez, em casos como este, eu continue preferindo ter aquela velha opinião formada.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Olá, tudo bem?
As pessoas costumam fazer essa pergunta. Como vão os pais, os cursos, os namoros, a vida. Todos sempre o fazem por educação. Felizmente não somos alemães e nosso "tudo e você?" sai automático. Mas e comigo? Será que tá tudo bem mesmo?
Erm, eu... não sei. Tô vivendo, tô inteira. Não, não disse que eu tô completa. Eu disse IN-TEI-RA. Quer dizer, talvez nem isso né, tá tão calor que eu tô é derretendo por aqui.
-
Esse eu recebi da May e é em homenagem à ela, mamãe coruja linda!
"Querida mamãe,
Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu.
Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.
Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono.
Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com roblema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.
Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus três meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e que eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que ando fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe. Até lá já podemos nos entender, inclusive pelas palavras.
Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei nada, tudo é tão novo para mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que eu vou aprender tudinho o que você me ensinar por seus sentimentos em relação a mim.
Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salta logo para o meu quarto desesperada como se o mundo fosse acabar. Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e
pernas ficarem bem molenguinhas, aí sim, pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.
Erm, eu... não sei. Tô vivendo, tô inteira. Não, não disse que eu tô completa. Eu disse IN-TEI-RA. Quer dizer, talvez nem isso né, tá tão calor que eu tô é derretendo por aqui.
-
Esse eu recebi da May e é em homenagem à ela, mamãe coruja linda!
"Querida mamãe,
Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu.
Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.
Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono.
Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com roblema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.
Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus três meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e que eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que ando fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe. Até lá já podemos nos entender, inclusive pelas palavras.
Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei nada, tudo é tão novo para mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que eu vou aprender tudinho o que você me ensinar por seus sentimentos em relação a mim.
Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salta logo para o meu quarto desesperada como se o mundo fosse acabar. Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e
pernas ficarem bem molenguinhas, aí sim, pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.
sábado, 9 de dezembro de 2006
Vontades que vêm do nada...
...tipo a de postar aqui.
Mas ein, uma coisa é verdade: eu realmente odeio comentários de autores em livros de poesia e eu realmente amo rabiscar e comentar tudo das formas mais bizarras possíveis. e imagináveis. ou não. tá, tudo bem, eu faço à lápis porque sou perfeccionista demais pra ler tudo depois e evitar passar minha faber-castell branca de capa verde. ah, aliás, eu nunca terminei uma borracha. será que eu sou traumatizada com isso? vá saber.
Ah, e a vontade de postar passou.
Mas ein, uma coisa é verdade: eu realmente odeio comentários de autores em livros de poesia e eu realmente amo rabiscar e comentar tudo das formas mais bizarras possíveis. e imagináveis. ou não. tá, tudo bem, eu faço à lápis porque sou perfeccionista demais pra ler tudo depois e evitar passar minha faber-castell branca de capa verde. ah, aliás, eu nunca terminei uma borracha. será que eu sou traumatizada com isso? vá saber.
Ah, e a vontade de postar passou.
sábado, 25 de novembro de 2006
Sentimento de indiferença
Final de ano na escola, de toda uma vida, com as mesmas pessoas ao meu redor e, praticamente, as mesmas situações acontecendo. Começam as choradeiras, as palavras de conforto, as saudades. Tudo isso é normal pra grande maioria... menos pra mim.
Por algum motivo ainda não identificado, não estou triste, muito menos chateada, brava ou nostálgica. Sabe aquele sentimento de insegurança e medo de perder as boas amizades que você cultivou durante meses, anos ou décadas? Pois é, eu não o tenho. Pela primeira vez em toda minha vida estou certa das pessoas que ficarão, das que farei o possível e o impossível para que fiquem e as que irão, com ou sem algum esforço.
O mais engraçado de tudo isso? Eu passei onze anos da minha vida naquele lugar. Vejo alguns que entraram há dois ou três anos e com eles é tudo tão diferente.
É, talvez eu não seja mesmo normal. Mas, quem é?
Por algum motivo ainda não identificado, não estou triste, muito menos chateada, brava ou nostálgica. Sabe aquele sentimento de insegurança e medo de perder as boas amizades que você cultivou durante meses, anos ou décadas? Pois é, eu não o tenho. Pela primeira vez em toda minha vida estou certa das pessoas que ficarão, das que farei o possível e o impossível para que fiquem e as que irão, com ou sem algum esforço.
O mais engraçado de tudo isso? Eu passei onze anos da minha vida naquele lugar. Vejo alguns que entraram há dois ou três anos e com eles é tudo tão diferente.
É, talvez eu não seja mesmo normal. Mas, quem é?
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Saudade dói
Esse texto é do Miguel Falabella e eu acho uma gracinha...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
sábado, 30 de setembro de 2006
O observador
Uma tarde de sábado. Enquanto meu pai lavava o carro, minha mãe fazia um daqueles deliciosos bolos de cenoura com chocolate e meu irmão mais velho, como sempre, trancafiado naquele quarto escuro e vazio jogando no seu super video-game moderno um daqueles violentos e sangrentos jogos que ele tanto gostava. Eu, deitado na rede, olhava pro céu. Um coelho, um avião, até uma tartaruga eu avistei! Na verdade vi nas nuvens o reflexo de um menino solitário e inconstante... como eu.
De fato isso sempre foi algo perturbante pra mim. Eu nunca entendi como não conseguia ser o mais popular, o mais engraçado ou até mesmo o mais inteligente da sala. Eu não era nem gordo e nem magro, nem alto e nem baixo, nem burro e nem inteligente. Não tinha apelidos e ninguém nunca quis dar uma surra em mim, tomar o lanche ou figurinhas de mim. os dias que eu faltava eram dias extramente comuns no colégio para os outros.
- Por favor, qual a matéria que o professor de matemática deu?
- Ah. Eu nem lembro, meu! você não anotou a aula ontem?
- É que eu faltei.
Talvez a acomodação fosse sempre a minha base estrutural. Eu poderia ser mais revoltado, mais tristonho. Mas não, comigo foi tudo tão diferente. Eu nunca culpei as pessoas ao meu redor por não sentirem minha falta. Sempre me culpei por ser não ser competente o suficiente pra me destacar entre tantos. Ah, é claro que eu tentei, poxa. Mas de uns tempos pra cá eu desisti e resolvi ser mais individualista. Nunca ninguém precisou de mim, por que eu precisaria de alguém?
Em casa as coisas não eram muito diferentes. Meu pai sempre foi um cara esperto e persistente, não posso reclamar. Ele sempre fez o possível e o impossível pra dar à minha família tudo do bom e do melhor. pelo menos materialmente. Já minha mãe parecia mais a babá da casa. Insegura, sempre descontava seus problemas em qualquer um. e bom, meu irmão era totalmente o oposto de mim. Rodeado por amigos (ou deveria dizer eu colegas por conveniência?), comunicativo e inteligente. Um pouco mentiroso às vezes, fazia de tudo pra sair em vantagem e passava por cima do que precisasse pra alcançar seus objetivos. Com todos eles sempre senti a mesma coisa: indiferença. É estranho mas nunca ouvi um "eu te amo" e, logo, nunca pude retribuir. olhando as nuvens, bateu uma vontade imensa de o fazer pela primeira vez. afinal, eu sou da família! Não seria preso e nem morto por isso.
E lá fui eu. ARGH! A frase "como eu sou tolo" girava na minha cabeça como o refrão da música mais grudenta. Dei de cara com minha mãe recolhendo as roupas do varal.
- Mãe, você tá ocupada?
- Um pouco, filho. pode falar!
- Ah. Sabe o que é...
- Vai filho, fala!
- Eu te amo.
- Ai que bonitinho! Agora dá licença que a mamãe precisa terminar de recolher toda essa roupa antes que chova. Deu na tv que vai cair um toró daqueles e ainda preciso olhar o bolo no forno pra ver se já posso tirar. Aliás, faça esse favorzinho pra mamãe. Dá uma olhada lá, vai filho.
Ah, tudo bem. Talvez ela esteja preocupada demais com outros problemas da casa, do meu pai. Isso não significa nada. Resolvi tentar o meu pai.
- Ô paiê, posso falar com o Senhor um instante?
- Filho, eu tô ocupado
- É rapidinho...
- Tá, então fala logo.
- Ah é que...
- 'É que' o quê, garoto?
- Eu te amo, pai
- Tá, brigado filho. Agora toma um dinheiro pra você tomar um sorvetinho ali na padaria, toma. O papai tem mais o que fazer do que ficar ouvindo essas suas baboseiras.
É, eu sei que tem muito mais o que fazer. Meu pai é meio stressado. Talvez seja por isso, oras. Ele tem sempre muito trabalho e pouco tempo. Vou tentar meu irmão, né? Quem sabe. A esperança é a última que morre!
- Celso, será que a gente pode conversar?
- Não, muleque. Sai do meu quarto agora se não eu vou chamar a mãe!
- Mas eu não tomar muito do seu tempo e...
- Ô MÃÃÃE, TIRA O HUGO DAQUI, ELE TÁ ME IRRITANDO!
- Tá, tá. Tô saindo, calma!
Ah, meu irmão é meio esquentadinho. Ok. Acontece. Ele não é e nunca foi dos mais carinhosos mesmo. Resolvi ir tomar meu sorvete. Olhei pra cima e pensei nas nebulosas. Será que eu se eu fosse uma estrela faria diferença pra elas se minha luz se apagasse? E foi pensando nisso que no caminho, um caminhão desgovernado acima do limite de velocidade me atingiu.
Hoje estou aqui contando toda minha história e querendo mostrar à você uma coisa: você pode não ser alguém pro mundo, mas com certeza você é o mundo pra alguém. Nem todas as pessoas sabem dizer "eu te amo" ou agir de forma meiga e carinhosa. No entanto, isso não significa que você não seja amado. Sempre que puder, seja com palavras ou ações, demonstre seu carinho por aqueles que você realmente gosta e faça esses se sentirem especiais. As pessoas são diferentes, respeite essas diferenças. Não as trate igualmente. Sentimentos não podem ser colocados em uma balança e serem medidos. A intensidade deve ser a mesma, o que muda mesmo é a forma de demonstrar esse sentimento. E lembre-se: nem todos são e devem ser como você. Portanto, não seja um acomodado como fui e mude se julgar necessário. Ainda há tempo.
-
Sim, tem milhões de erros mas eu não tô me importanto muito com isso agora, espero que vocês também não...
xx
De fato isso sempre foi algo perturbante pra mim. Eu nunca entendi como não conseguia ser o mais popular, o mais engraçado ou até mesmo o mais inteligente da sala. Eu não era nem gordo e nem magro, nem alto e nem baixo, nem burro e nem inteligente. Não tinha apelidos e ninguém nunca quis dar uma surra em mim, tomar o lanche ou figurinhas de mim. os dias que eu faltava eram dias extramente comuns no colégio para os outros.
- Por favor, qual a matéria que o professor de matemática deu?
- Ah. Eu nem lembro, meu! você não anotou a aula ontem?
- É que eu faltei.
Talvez a acomodação fosse sempre a minha base estrutural. Eu poderia ser mais revoltado, mais tristonho. Mas não, comigo foi tudo tão diferente. Eu nunca culpei as pessoas ao meu redor por não sentirem minha falta. Sempre me culpei por ser não ser competente o suficiente pra me destacar entre tantos. Ah, é claro que eu tentei, poxa. Mas de uns tempos pra cá eu desisti e resolvi ser mais individualista. Nunca ninguém precisou de mim, por que eu precisaria de alguém?
Em casa as coisas não eram muito diferentes. Meu pai sempre foi um cara esperto e persistente, não posso reclamar. Ele sempre fez o possível e o impossível pra dar à minha família tudo do bom e do melhor. pelo menos materialmente. Já minha mãe parecia mais a babá da casa. Insegura, sempre descontava seus problemas em qualquer um. e bom, meu irmão era totalmente o oposto de mim. Rodeado por amigos (ou deveria dizer eu colegas por conveniência?), comunicativo e inteligente. Um pouco mentiroso às vezes, fazia de tudo pra sair em vantagem e passava por cima do que precisasse pra alcançar seus objetivos. Com todos eles sempre senti a mesma coisa: indiferença. É estranho mas nunca ouvi um "eu te amo" e, logo, nunca pude retribuir. olhando as nuvens, bateu uma vontade imensa de o fazer pela primeira vez. afinal, eu sou da família! Não seria preso e nem morto por isso.
E lá fui eu. ARGH! A frase "como eu sou tolo" girava na minha cabeça como o refrão da música mais grudenta. Dei de cara com minha mãe recolhendo as roupas do varal.
- Mãe, você tá ocupada?
- Um pouco, filho. pode falar!
- Ah. Sabe o que é...
- Vai filho, fala!
- Eu te amo.
- Ai que bonitinho! Agora dá licença que a mamãe precisa terminar de recolher toda essa roupa antes que chova. Deu na tv que vai cair um toró daqueles e ainda preciso olhar o bolo no forno pra ver se já posso tirar. Aliás, faça esse favorzinho pra mamãe. Dá uma olhada lá, vai filho.
Ah, tudo bem. Talvez ela esteja preocupada demais com outros problemas da casa, do meu pai. Isso não significa nada. Resolvi tentar o meu pai.
- Ô paiê, posso falar com o Senhor um instante?
- Filho, eu tô ocupado
- É rapidinho...
- Tá, então fala logo.
- Ah é que...
- 'É que' o quê, garoto?
- Eu te amo, pai
- Tá, brigado filho. Agora toma um dinheiro pra você tomar um sorvetinho ali na padaria, toma. O papai tem mais o que fazer do que ficar ouvindo essas suas baboseiras.
É, eu sei que tem muito mais o que fazer. Meu pai é meio stressado. Talvez seja por isso, oras. Ele tem sempre muito trabalho e pouco tempo. Vou tentar meu irmão, né? Quem sabe. A esperança é a última que morre!
- Celso, será que a gente pode conversar?
- Não, muleque. Sai do meu quarto agora se não eu vou chamar a mãe!
- Mas eu não tomar muito do seu tempo e...
- Ô MÃÃÃE, TIRA O HUGO DAQUI, ELE TÁ ME IRRITANDO!
- Tá, tá. Tô saindo, calma!
Ah, meu irmão é meio esquentadinho. Ok. Acontece. Ele não é e nunca foi dos mais carinhosos mesmo. Resolvi ir tomar meu sorvete. Olhei pra cima e pensei nas nebulosas. Será que eu se eu fosse uma estrela faria diferença pra elas se minha luz se apagasse? E foi pensando nisso que no caminho, um caminhão desgovernado acima do limite de velocidade me atingiu.
Hoje estou aqui contando toda minha história e querendo mostrar à você uma coisa: você pode não ser alguém pro mundo, mas com certeza você é o mundo pra alguém. Nem todas as pessoas sabem dizer "eu te amo" ou agir de forma meiga e carinhosa. No entanto, isso não significa que você não seja amado. Sempre que puder, seja com palavras ou ações, demonstre seu carinho por aqueles que você realmente gosta e faça esses se sentirem especiais. As pessoas são diferentes, respeite essas diferenças. Não as trate igualmente. Sentimentos não podem ser colocados em uma balança e serem medidos. A intensidade deve ser a mesma, o que muda mesmo é a forma de demonstrar esse sentimento. E lembre-se: nem todos são e devem ser como você. Portanto, não seja um acomodado como fui e mude se julgar necessário. Ainda há tempo.
-
Sim, tem milhões de erros mas eu não tô me importanto muito com isso agora, espero que vocês também não...
xx
segunda-feira, 7 de agosto de 2006
Eu te amo não diz tudo
Ele diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! Se ainda não ama, aprenda a... amar.
um beijo especial pro Titus por me encorajar a postar >.< e pro Gláucio por ter me apresentado o texto :P
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! Se ainda não ama, aprenda a... amar.
um beijo especial pro Titus por me encorajar a postar >.< e pro Gláucio por ter me apresentado o texto :P
sexta-feira, 16 de junho de 2006
terça-feira, 16 de maio de 2006
Nonsense
Fiquei muito tempo olhando pra esse frame e pensando o que eu ia escrever. Aliás, acho que ainda não sei, sei lá. Eu queria muito achar palavras que definissem tudo, mas são tantas coisas e de uma só vez, que não sei nem por onde começar.
Como eu posso resumir tudo? São decepções, mentiras, ilusões e péssimas surpresas. Claro, não necessariamente nessa mesma ordem. Ahhhhhhh. Uma grande amiga minha tem razão. Eu penso demais. Ou melhor, eu penso mais do que deveria...
Como eu posso resumir tudo? São decepções, mentiras, ilusões e péssimas surpresas. Claro, não necessariamente nessa mesma ordem. Ahhhhhhh. Uma grande amiga minha tem razão. Eu penso demais. Ou melhor, eu penso mais do que deveria...
quinta-feira, 11 de maio de 2006
Dos nossos males
Hoje uma do livro e do meu poeta favorito.
"Espelho Mágico", Mário Quintana.
"A nós nos bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais"
...e o pior: sempre mais e mais.
"Espelho Mágico", Mário Quintana.
"A nós nos bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais"
...e o pior: sempre mais e mais.
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